
Após o anúncio do acordo entre Israel e o Hamas, cenas de emoção e esperança marcaram tanto Gaza quanto Israel.
Na Faixa de Gaza, jovens palestinos dançaram nas ruas, enquanto mesquitas transmitiam mensagens de agradecimento. O Programa de Alimentos da ONU anunciou a retomada da produção de pães, prontos para distribuição assim que o acesso humanitário for liberado.
Em Tel Aviv, na Praça dos Reféns, famílias que aguardam há dois anos se abraçaram em prantos, celebrando a perspectiva do reencontro. Em Jerusalém, sinos e sirenes tocaram juntos, simbolizando alívio e vitória. Hospitais israelenses já se preparam para receber os libertados.
Líderes internacionais também reagiram. O presidente Recep Tayyip Erdogan destacou o papel da Turquia nas negociações e prometeu acompanhar o cumprimento do pacto. A Itália se disse pronta para enviar tropas de paz, e o presidente Emmanuel Macron afirmou que o acordo deve abrir caminho para uma solução política de dois Estados.
O chanceler alemão Friedrich Merz ressaltou que “ainda não é o fim”, mas que o momento inspira confiança. O premiê britânico Keir Starmer falou em “profundo alívio global”. O presidente russo Vladimir Putin e a União Europeia, por meio de Ursula von der Leyen, manifestaram apoio integral às negociações.
A China reiterou que apoia o princípio de que “os palestinos governem a Palestina”, e o Brasil, via Itamaraty, reforçou a defesa da solução de dois Estados e da entrada urgente de ajuda humanitária.
Entre lágrimas, bandeiras e promessas diplomáticas, o Oriente Médio vive um raro instante de esperança. Mas, como lembram os mediadores, a paz só será real se cada compromisso for cumprido — de ambos os lados.
