
Os primeiros casos suspeitos de intoxicação por metanol em Goiás surgiram na última sexta-feira (3), poucos dias após os primeiros alertas emitidos em São Paulo e Pernambuco. O Ministério da Saúde contabiliza, até agora, 225 ocorrências em todo o país, sendo 16 confirmadas e 209 ainda sob investigação.
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), o estado tem três casos suspeitos e uma notificação descartada. Dois pacientes permanecem internados em estado grave.
O primeiro registro ocorreu em Uruaçu, onde uma jovem de 25 anos, natural de Itapaci, foi internada na UTI do Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN) após apresentar sintomas graves. Segundo a SES, ela ingeriu bebida alcoólica durante um passeio em Guarinos e, posteriormente, sozinha em casa. A paciente foi submetida a hemodiálise, recebeu o antídoto com etanol farmacêutico e apresentou melhora gradual.
O segundo caso é o de um homem de 47 anos, morador de Padre Bernardo, internado no Hospital de Base de Brasília (DF) com quadro de insuficiência respiratória e redução de consciência. Ele teve AVC, mas a hipótese de intoxicação por metanol ainda não foi descartada.
O terceiro paciente, um jovem de 20 anos de Formosa, apresentou melhora clínica e recebeu alta hospitalar no sábado (4), após monitoramento médico.
Com o avanço das suspeitas, o Governo de Goiás montou uma força-tarefa estadual para combater possíveis irregularidades na comercialização de bebidas. A operação, conduzida pela Polícia Civil, Militar e Científica, em parceria com o Procon Goiás e a Vigilância Sanitária, já fiscalizou 30 estabelecimentos na Região Metropolitana de Goiânia.
Durante as ações, 42% foram autuados, e 1.087 garrafas foram apreendidas por irregularidades como falta de identificação de origem e validade vencida. Desse total, 142 apresentavam indícios de adulteração ou falsificação.
A SES reforça o alerta à população: bebidas de origem duvidosa podem ser fatais. Em caso de suspeita de intoxicação, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente.
O governo estadual segue em alerta, acompanhando a evolução dos casos e colaborando com o Ministério da Saúde para reforçar o monitoramento e o controle da venda de bebidas adulteradas no estado.
