Nesta quarta-feira (24), centenas de moradores da vila palestina de Al Mughayir participaram do funeral de Said Murad Nasan, de 20 anos, baleado na véspera durante um ataque atribuído a colonos israelenses, segundo o Ministério da Saúde da Autoridade Palestina. O corpo do jovem, envolto em uma bandeira palestina, foi carregado nos ombros por familiares em meio a uma multidão.

Autoridades locais relataram que colonos armados apareceram próximos a residências no leste da aldeia, em uma área onde havia um parquinho infantil. Segundo o chefe do conselho da vila, Amin Abu Aliya, eles abriram fogo contra os moradores que estavam no local.

O Exército de Israel confirmou que houve disparos, mas afirmou que um soldado fora de serviço reagiu durante um confronto entre palestinos e “civis israelenses” — termo usado para se referir a colonos. A versão militar aponta que palestinos teriam lançado pedras contra os colonos em um campo na região.

No mesmo dia, em outra localidade, Anza, na região de Jenin, também no norte da Cisjordânia, foi sepultado Ahmad Jihad Barahmeh, também de cerca de 20 anos. Ele morreu após uma operação militar israelense. Segundo o Ministério da Saúde palestino, o jovem foi atingido por tiros das forças armadas.

Já o Exército israelense declarou que Barahmeh tentou lançar um explosivo contra soldados durante a ação e acabou sendo “neutralizado” na resposta militar.

Os dois episódios evidenciam a escalada de violência na Cisjordânia, ocupada por Israel desde 1967, marcada por confrontos frequentes entre colonos, palestinos e militares.