
Israel intensificou nesta quarta-feira (1º) os ataques contra a Cidade de Gaza, mesmo enquanto o Hamas avalia a proposta de paz apresentada pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump. O plano, aprovado por Benjamin Netanyahu e elogiado por parte da comunidade internacional, prevê cessar-fogo imediato, libertação de reféns israelenses em até 72 horas, retirada gradual das tropas de Israel da Faixa de Gaza e o desarmamento completo do grupo palestino.
A proposta estabelece também a exclusão do Hamas de qualquer governo futuro, mas oferece anistia aos combatentes que aceitarem a “coexistência pacífica” com Israel. Dentro do movimento palestino, entretanto, existem duas correntes: uma favorável à aceitação imediata, priorizando o cessar-fogo, e outra que rejeita pontos-chave, como o desarmamento e a expulsão de seus membros, exigindo condições adicionais.
Enquanto as negociações prosseguem, os ataques israelenses continuam em ritmo intenso. Moradores relatam explosões constantes e a Defesa Civil informou a morte de pelo menos 13 pessoas em bombardeios contra uma escola que abrigava deslocados e uma residência. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha suspendeu suas operações na região, alegando risco extremo para civis.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, emitiu uma advertência para que todos abandonem a Cidade de Gaza, afirmando que quem permanecer será considerado colaborador do terrorismo. Muitos palestinos, no entanto, se recusam a sair, alegando que não há locais seguros em toda a Faixa.
O conflito, deflagrado pelo ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 — que deixou 1.219 mortos e resultou no sequestro de 251 pessoas, segundo Israel —, já provocou a morte de mais de 66 mil palestinos, a maioria civis, conforme dados do Ministério da Saúde de Gaza validados pela ONU.
Enquanto civis enfrentam deslocamentos forçados, bombardeios e perdas humanas, cresce a expectativa sobre a decisão do Hamas em relação ao plano norte-americano, visto por parte da comunidade internacional como a última oportunidade imediata para frear a escalada da violência.
