
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), reagiu duramente neste domingo (5) às declarações do senador e presidente do PP, Ciro Nogueira, que em entrevista ao O Globo apontou apenas Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Ratinho Júnior (PSD-PR) como nomes viáveis da direita para disputar a Presidência em 2026.
Em nota publicada na rede X (antigo Twitter), Caiado considerou a fala de Ciro uma tentativa de “vetar” outras lideranças, como Romeu Zema (Novo-MG), Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e ele próprio.
“Não falo por Zema ou Eduardo, mas quanto à minha pré-candidatura, devo dizer que não dependo de aval de Ciro Nogueira”, afirmou o governador.
Caiado acusou o senador de agir com “ansiedade” para se colocar como candidato a vice de Tarcísio de Freitas, classificando o comportamento como “vergonhoso”.
“Ele tenta se colocar como porta-voz de Bolsonaro, o que não é. Se o presidente quiser escolher um porta-voz, será um de seus filhos ou sua esposa, Michelle , não o Ciro Nogueira, senador de inexpressiva presença nacional, que um dia já jurou amor eterno ao Lula”, disparou.
Segundo Caiado, Ciro “tenta decidir por Bolsonaro” quem deve representar a direita em 2026 e “presta um desserviço ao campo conservador” ao tentar impor preferências pessoais.
O governador goiano destacou que, diferente de Ciro, ele e os demais nomes “vetados” sempre estiveram ao lado de Jair Bolsonaro desde a primeira eleição.
“Vale observar que todos nós apoiamos Bolsonaro desde o início, diferente do senador, que teve uma posição ácida contra o ex-presidente”, lembrou.
Em tom de provocação, Caiado citou sua alta aprovação em Goiás , 88% nos últimos três anos , e ironizou a influência política de Ciro em seu estado, o Piauí.
“As mesmas pesquisas mostram que Ciro não tem força sequer para se reeleger senador no Piauí”, afirmou.
Caiado encerrou a nota sugerindo que o senador tenha “mais moderação e respeito” ao tratar de pré-candidaturas dentro da direita.
“Ciro Nogueira não tem estatura política para julgar quem deve ou não disputar a Presidência. Certamente não será ele quem decidirá o rumo da direita e o projeto de reconstrução do Brasil.”
