
A tempestade que atingiu Goiânia na última terça-feira (23) provocou diversos estragos pela cidade, entre eles a soltura de parte da grama sintética instalada no canteiro central da Avenida Castelo Branco, no Setor Coimbra. O material, colocado em agosto como projeto-piloto da Prefeitura para melhorar o visual das vias durante a seca, acabou sendo arrancado pela força da água e dos ventos, que chegaram a 50 km/h.
Vídeos feitos por moradores mostram parte da grama solta no meio da rua. A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) confirmou o ocorrido, mas informou que não houve prejuízo financeiro, já que o material foi recolhido e levado para a sede da autarquia, onde será avaliado.
Segundo a Comurg, no mesmo período a Rua 44, que também recebeu a instalação, não registrou qualquer dano.
A grama sintética utilizada já estava em estoque no início da atual gestão e foi aplicada em pontos estratégicos para avaliação. Desde o início, a iniciativa gerou debate entre moradores: alguns criticaram por não verem benefícios ambientais, enquanto outros defenderam a medida por dispensar irrigação e oferecer maior durabilidade.
O material foi instalado entre as praças Ciro Lisita e Walter Santos, na Avenida Castelo Branco, além da Rua 44, no Setor Ferroviário.
A chuva intensa durou cerca de 1h30 e acumulou 52,8 mm de água, volume próximo ao esperado para todo o mês de setembro. Além da grama arrancada, houve registros de granizo, queda de árvores e alagamentos. Uma adolescente morreu após sofrer choque elétrico provocado pela explosão de um transformador. No Setor Universitário, o teto de uma unidade de saúde desabou e, no Setor Oeste, a Rua 19 ficou totalmente alagada.
Em nota, a Comurg afirmou que está analisando os dois pontos onde a grama foi instalada e, caso os resultados indiquem que a manutenção não compensa, poderá optar pela retirada definitiva. O órgão reforçou que o objetivo é garantir eficiência e qualidade na prestação dos serviços à população.
