A BR-153, que corta Goiás de ponta a ponta, voltou a ser palco de uma das maiores tragédias rodoviárias do ano. Em Campinorte, no Norte do estado, oito pessoas da mesma família e um casal que viajava de moto perderam a vida em um grave acidente.
Segundo a Polícia Civil, a colisão foi provocada pela combinação de alta velocidade e embriaguez ao volante. O motorista responsável será indiciado por homicídio doloso. Entre as vítimas estavam um casal e seus quatro filhos, que seguiam de Jaú do Tocantins para Goiânia, além de um casal de 42 anos que transitava de moto.
Dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT) revelam que a BR-153 concentra 27,6% das mortes em rodovias estaduais em 2024. No total, foram 3.304 acidentes registrados em Goiás, resultando em 297 mortes.
Embora a maioria das colisões aconteça durante o dia, é no período noturno que o perigo aumenta: 51,5% das vítimas fatais perderam a vida no escuro da estrada. As principais causas apontadas pela CNT estão ligadas ao comportamento humano: motoristas que adormecem, perdem reflexo ou invadem a contramão.
O episódio em Campinorte não foi isolado. Em julho, a BR-153 foi cenário de outro acidente de grandes proporções em Porangatu, envolvendo um micro-ônibus, uma carreta e um ônibus. O saldo foi de 75 feridos e quatro mortos, todos integrantes de um grupo que viajava do Pará a Goiânia para o Congresso da UNE.
Na tentativa de conter o avanço da violência no trânsito, estão em andamento obras de duplicação em 53,4 km da rodovia, entre Uruaçu, Campinorte, Rialma e Rianápolis. A expectativa é de que a medida reduza colisões frontais, comuns em trechos de pista simples, e traga mais fluidez ao tráfego.
A Ecovias Araguaia, responsável pela rodovia, afirmou em nota que vem implementando melhorias contínuas: novas placas de sinalização, reforço da sinalização existente, recapeamento e reparos no pavimento. A concessionária destacou, porém, que a colaboração dos motoristas é essencial para garantir a segurança de todos.

